Employee Experience: o que significa de verdade?

Employee Experience: o que significa de verdade?
Henrique Tavares 10 de fevereiro de 2022 5 min de leitura

Employee Experience, ou experiência do colaborador, trata-se da jornada de uma pessoa ao fazer parte de uma organização. Parece simples, mas é um conceito que provoca no mínimo muitas indagações, e dentre todas possíveis, escolhi TRÊS DELAS para poder explicar, afinal, do que se trata a experiência do colaborador. Vem comigo!

Na realidade, pessoas jurídicas não existem! 

Para o autor de best-seller Yuval Noah, a humanidade deu grandes avanços pois começou a acreditar em coisas que não existiam e uma delas, são as corporações. Oras, por mais que as palavras Coca-cola, Nubank, Apple e etc sejam populares e tão ditas, nenhuma delas existe em nossa realidade, e assim como qualquer outra pessoa jurídica, são todas criações compartilhadas e que existem somente em nossa imaginação. E é aqui que começa a experiência do colaborador: qual a ideia ele tem da empresa em que fará parte? 

Em tempos de faculdade, ouvia minha professora dizer de sua trajetória na Ambev como se ela e a empresa fossem melhores amigas. Com seus dizeres, eu criava toda uma ilustração da empresa em minha mente, mesmo nunca tendo pisado em uma sede desta multinacional. De todo modo, eu criei em minha cabeça que aquela empresa possui uma cultura boa, e que eu desejava fazer parte dela. Quando concluí minha graduação e fiz parte de uma outra empresa, desconhecida e que nunca ouvi dizer, o meu imaginário teve que criar no processo seletivo as ideias que eu teria da empresa. 

Ou seja, a fama da empresa – o que dizem a seu respeito, quem fez parte, quais as notícias que temos e etc, tudo isso cria um ponto de partida para a experiência do colaborador!

O processo seletivo anuncia quais serão os desafios!

Enquanto recrutadora, já senti na pele o que era procurar candidatos para vagas difíceis. E mesmo que tivesse um único candidato para aquela vaga, e que a chance do candidato ficar com a vaga era grande, eu ainda sim montava um processo desafiador, que o fizesse sentir que nada estava ganho!

Mesmo que seja 1 candidato para 1 vaga, ele pode não ter as competências para a ela, e mesmo que tenha, eu queria dar a ele o sentimento de ter conquistado algo difícil, pois fazer parte daquela empresa era para poucos! Em sua trajetória, o recrutamento é um ponto marcante, pois pode ser o primeiro encontro entre pessoa física e jurídica – mesmo que a última não exista, ela precisa ser criada, e nada melhor do que imaginá-la como alguém exigente! 

O conhecimento organizacional está disperso. 

Dizia o economista austríaco, Friedrich Hayek, que o conhecimento é um corpo disperso pelo mundo, ou seja, para cada pequena coisa que deseja saber, terá uma pessoa mais indicada para lhe ensinar! 

Desde que fiz parte da equipe de uma empresa, tenho usado muito este conceito e sempre me questiono sobre quem é a melhor pessoa para estar comigo naquela situação e melhor me ajudar em cada determinada coisa – e claro, isso varia de acordo com minhas vivências e perrengues! 

Achar que aquele que ocupa o cargo no pico da hierarquia saberá de tudo acerca da organização é um ledo engano! Muitas vezes, trata-se de alguém inacessível para grande parte do time!

Deseja exemplos? Sabe a porta enferrujada lá do fundo? Talvez seja o faxineiro quem sabe o jeitinho de abri-la. E o projetor que tomba para o lado esquerdo – descobri que somente um dos seguranças sabia o macete correto. Logo, o que faz com que o negócio de fato funcione, precisa dessa série de conhecimento espalhado entre a equipe que a compõe, trazendo a cada indivíduo o sentimento de importância!

MAAAAS o que essas três coisas tem a ver com a Employee experience?

Eu diria que tudo! Para desenharmos a experiência do colaborador em toda sua jornada dentro da empresa, como define a Cecília Pinaffi, líder de equipe de RH, se faz necessário levar em conta as memórias dos colaboradores ao interagir em equipe, com a marca da empresa como um todo e saber se é negativa ou positiva! 

Deste modo, logo no início, quando o colaborador ainda é um possível candidato, por onde ele descobriu acerca da vaga? Foi pelo site? Ali estava exposto acerca da cultura, valores e missão? É importante entendermos qual parte da empresa comunicou-se com esse candidato, mesmo que por um texto visual na tela do computador!

E quando o candidato possui amizade com alguém da empresa? O que é lhe dito sobre ela? E quando a empresa é totalmente nova, como são construídas as primeiras impressões? São esses pequenos detalhes que marcam o início da experiência do colaborador.

E quando o colaborador de fato faz parte dela, aos poucos ele usa seus conhecimentos adquiridos para fazer parte deste “corpo” disperso, sendo responsável por algumas atividades que terão sua marca, e que lhe fará lembrado pela equipe por executá-la! 

Contudo, neste percurso de experiências do colaborador, temos presente um tempo que não é o newtoniano – uma linha constante e de atividades que se repetem, e sim de um tempo dinâmico, de momentos vividos que vão deixando marcas, memórias, aprendizados, (des)confortos a todo momento, fazendo o colaborador agir de modos diferentes e singulares, de acordo com sua vivência – e assim, constrói se sua jornada!

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